Posted by: kohlerortofacial | June 8, 2016

A saúde oral do paciente com fibromialgia

beautiful young woman has a pain in the neck
Por: Vanessa Navarro

A fibromialgia foi reconhecida pela Medicina em meados do século XIX, quando foi denominada fibrosite. No entanto, de acordo com informações do cirurgião-dentista especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial, Gerson I. Köhler, este quadro doloroso só foi reconhecido como uma entidade clínica a partir de 1975, quando passou a ser chamado de fibromialgia.

De origem desconhecida, a fibromialgia é tida como uma dor que ocorre nos tecidos fibroso e muscular de diferentes partes do corpo. Sua prevalência é maior em mulheres do que em homens.

“A fibromialgia é, na verdade, uma síndrome dolorosa não inflamatória. Estudos científicos sugerem que a condição acometa entre 7 e 9% da população mundial, de forma mais predominante nas mulheres em faixa etária de 35 a 50 anos, podendo estar presente, de forma menos frequente, na adolescência”, afirma o especialista. “A fibromialgia pode ser classificada como uma doença do sistema muscular esquelético, associada a distúrbios somatoformes (ou psicossomáticos) ”, completa.

Os cirurgiões-dentistas precisam saber que a fibromialgia é uma doença não inflamatória, caracterizada por dores musculares difusas, alterações e distúrbios do sono, fadiga e falta de disposição associadas a dores em pontos específicos do corpo, que se apresentam por um período maior do que três meses. “Para ficar caracterizada a presença de fibromialgia é preciso apresentar dor em pelo menos 11 de 18 pontos anatomicamente padronizados”, esclarece o Dr. Köhler, que também é membro da ABOR – Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial, instituição ligada internacionalmente a WFO – World Federation of Orthodontists, com sede nos EUA.

Em 90% dos casos a doença acomete as mulheres. Atualmente já se sabe que a fibromialgia é uma doença relacionada ao funcionamento do Sistema Nervoso Central (SNC) e ao mecanismo de supressão da dor. “A doença é mais comum em mulheres do que em homens, com uma relação homem/mulher de cerca de 9 por 1”, enfatiza o cirurgião-dentista.

As causas e os fatores de risco para fibromialgia, embora ainda desconhecidos, podem estar relacionados a lesões repetitivas, doenças como infecções virais, distúrbios estressantes pós-traumáticos, acidentes traumáticos, geralmente automobilísticos e a predisposição genética familiar.

O ortodontista lembra que, no Brasil, a Odontologia cresceu paralelamente à Medicina, o que parece ser uma falha na formação dos cirurgiões-dentistas, que acabam sendo focados excessivamente em dentes. “Nada errado, mas seria necessário que os cirurgiões-dentistas tivessem uma formação mais ampla, para assim possuir mais conhecimentos sobre a saúde humana em sua forma abrangente, atuando multi e interdisciplinaridade com os profissionais médicos de diversas especialidades, como Reumatologia, Ortopedia Geral, Endocrinologia, Pediatria, Otorrinolaringologia, Otoneurologia, entre outras”, defende o especialista.

A fibromialgia e os cuidados orais

Dr. Köhler defende que é preciso ampliar a concepção de saúde apenas oral ou bucal para o conceito mais amplo de saúde dentofacial ou estomatognática-facial, que inclui, além da boca e seus conteúdos, as articulações temporomandibulares. “Este par de articulações craniofaciais – as ATMs – é considerado, entre as cerca de 230 articulações do corpo humano, o de maior complexidade, tanto em sua funcionalidade quanto em suas possíveis disfuncionalidades. É importante considerar que o paciente odontológico fibromiálgico pode apresentar sintomas de sua doença reumática em regiões muito próximas às ATMs. Este fato pode, em determinadas circunstâncias, gerar suposições anamnésicas e diagnósticas que podem se confundir com a sintomatologia mioartrológica (ATMs e seus anexos neuromusculares) presente”.

O paciente odontológico fibromiálgico pode
                    apresentar sintomas de sua doença reumática em
                    regiões muito próximas às ATMs.Para ficar caracterizada a presença de fibromialgia é preciso apresentar dor em pelo menos 11 de 18 pontos anatomicamente padronizados.O ortodontista ainda explica que os distúrbios mioarticulares de ATMs parecem ser mais frequentes em pacientes fibromiálgicos e defende a prática de uma anamnese completa e minuciosa entre esses pacientes. “Pacientes portadores de fibromialgia são, geralmente, poliqueixosos, exigindo anamnese e exame clínico mais demorados e detalhados, principalmente com relação a possíveis queixas de desconfortos em regiões de ATMs e seus anexos. Esta avaliação deve ser efetuada nestes pacientes, em uma abrangência, no mínimo, craniocervicofacial.

Sobre os cuidados necessários com a prescrição de medicamentos a estes pacientes, o especialista explica que, de forma geral, a gama de medicamentos utilizados em Odontologia não parece interferir danosamente nos quadros fibromiálgicos de pacientes odontológicos. No entanto, as estatinas – em especial a sinvastatina – usadas para dislipidemias são, segundo estudos médicos, uma das principais causas de sintomas miálgicos (dores musculares). “Como não é medicação prescrita por odontologistas, não nos cabe a preocupação, apesar de ser conveniente, em saber se o paciente fibromiálgico faz uso, ou não, de estatinas”.

Assistência humanizada e especializada

O especialista alerta que a chamada assistência humanizada é um novo paradigma na área das ciências da saúde. “Não basta apenas diagnosticar e medicar para tratar. É preciso saber entender o sofrimento do paciente, que, muitas vezes, não se restringe apenas a questões puramente orgânicas”.

A humanização da Medicina, incluindo aqui a Odontologia, é fundamental na moderna relação médico-paciente ou cirurgião-dentista-paciente. “É preciso saber entender os pacientes, além de suas necessidades orgânicas, mas também em suas angústias vivenciais. Os portadores de fibromialgia fazem parte dos pacientes que necessitam deste tipo diferenciado de atendimento em saúde”, enfatiza o especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial.

Quando se trata da periodicidade das consultas odontológicas, o cirurgião-dentista esclarece que este é um assunto que fica na dependência dos riscos inerentes a cada paciente, e afirma que não existe uma regra geral para estabelecer a periodicidade de consultas odontológicas. “É um assunto que ainda não encontrou um consenso entre a classe odontológica, e varia de acordo com cada especialidade. Em não havendo um consenso, dependerá a respeito das morbidades a que o paciente está propenso em seu ambiente estomatognático-facial”.

Existem casos, tal como os portadores de disfuncionalidade mioatrológica craniomandibular, em que a frequência deve ser de seis em seis meses, mas não se pode aplicar isso como uma regra geral. “A sintomatologia fibromiálgica será sempre de alçada do médico reumatologista que trata a condição dos nossos pacientes odontológicos. Isto colocado, não se vê – e nem se prevê – uma periodicidade especial para estes pacientes em nossa área de atuação odontológica. Pode haver necessidade de consultas mais frequentes, para um correto acompanhamento do caso clínico”, destaca o profissional de saúde bucal.

Ainda de acordo com o Gerson I. Köhler, o que costuma acontecer é que a população, até por falta de orientação dos profissionais de Odontologia, só recorre aos especialistas quando algo passa a realmente incomodar, principalmente o fator desconforto/dor. “É preciso, portanto, um trabalho de conscientização da população, para que, pelo menos uma vez ao ano, salvo exceções já mencionadas, faça uma consulta com o cirurgião-dentista.

Fibromialgia no consultório odontológico

Dr. Gerson I. Köhler, especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial, ressalta, mais uma vez, a importância de a classe odontológica ter uma cultura médica mais abrangente, neste caso, sobre a fibromialgia, que é um assunto da área de Reumatologia. “Não existe um protocolo padrão para estes pacientes, mas seria interessante a atenção do cirurgião-dentista para alguns detalhes durante a anamnese”, explica o cirurgião-dentista. “É preciso que os cirurgiões-dentistas conheçam mais sobre as características da fibromialgia, não só pelo fato de que estes pacientes – em suas eventuais e possíveis disfuncionalidades craniofaciais – são portadores de um limiar de sensibilidade diminuído. Isto é importante para que os sintomas fibromiálgicos não sejam confundidos com sintomas craniomandibulares relativos a disfuncionalidades mioartrológicas craniomandibulares (que envolvem as ATMs e seus componentes)”, completa.

O cirurgião-dentista mencionou alguns tópicos relevantes para um anamnese completa e eficaz no caso de pacientes fibromiálgicos.

  • Confirmação do histórico pregresso da presença de dores crônicas e difusas por período maior do que três meses.
  • Verificação sobre quais dos 18 pontos corporais apresentem dor e que mostrem dor à palpação/pressionamento.
  • Descarte outras patologias, sejam de ordem reumatológica ou ortopédica.
  • Confirmação da presença – e de seu número – de pontos de sensibilidade, sempre considerando que podem ser uni ou bilaterais, tais como:
    – Laterais/inferiores e frontais da região cervical.
    – Parte superior do tórax.
    – Parte interna dos cotovelos.
    – Região logo acima da parte interna dos joelhos.
    – Região da nuca e occipital do crânio.
    – Alto dos ombros, região de inserção dos músculos trapézios.
    – Região dos quadris e acima das nádegas.
Posted by: kohlerortofacial | October 27, 2015

Quando o sorriso é o segredo da primeira impressão

Olhe-se no espelho…..e, sorria, com um sorriso espontâneo e amplo. Agora pergunte a si mesmo se você gostou, se está satisfeito com seu sorriso.

Nunca tinha feito isto antes? Então saiba que uma pesquisa realizada nos EUA informa que 90% dos americanos acham que um sorriso bonito é atrativo, sendo um trunfo social importante em qualquer situação. Já 79% acham que um sorriso inadequado – não atrativo – pode tirar chances de sucesso da vida de uma pessoa e, apenas 50% estão realmente satisfeitas com o seu sorriso e sua consequente atratividade e expressividade facial.

Isto considerado, o Professor Gerson I. Köhler – membro especialista da ABOR – Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial, ligada internacionalmente a World Federation of Orthodontists, nos EUA – faz algumas considerações importantes sobre o sorriso e sua importância em nossas vidas. Ele começa perguntando ‘por que será que o sorriso acaba sendo tão importanten para a vida das pessoas?’. E informa que existem várias respostas – além dos fatores beleza e harmonia – para esta pergunta. Mas, uma boa resposta, informa Juarez Köhler, especialista associado da Köhler Ortofacial/Ortodontia, seria a de que o sorriso é uma peça chave no processo de comunicação não-verbal humana. O sorriso, complementa ele, potencializa – quando harmonioso – a transmissão, às pessoas com que interagimos, sensações que vão desde aceitação até o nível de confiança. E quando esta interação se estabelece, isto costuma trazer bem-estar e felicidade a todos. É, portanto, um elemento corporal-facial que está no contexto da qualidade de vida de todas as pessoas.

Gerson I. Köhler adiciona a informação de que o sorriso é peça-chave da boa performance no estabelecimento de relações de reciprocidade entre as pessoas. Quando o seu sorriso é bem aceito pelos outros – diz o especialista – ele provoca também sorrisos a partir deles (aqueles com quem interagimos). Ocorre, então, uma interação entre o sorriso de um com o olhar do outro.

A revista Men’s Health – atualmente também publicada no Brasil – trouxe, em uma de suas reportagens sobre este assunto, uma afirmação muito importante para a vida relacional das pessoas. Afirma o artigo, “se existe uma estratégia que permita aumentar o bem-estar e a qualidade de vida de alguém, esta é o ato de sorrir”. Complementa ainda o artigo do periódico que o sorriso contribui, inclusive, para a saúde geral, pois tem a capacidade de reduzir o estresse cotidiano.

Para os especialistas da Köhler Ortodontia, tudo isto serve para mostrar que as pessoas costumam, intuitivamente, estar preocupadas com sua auto-imagem, includa ai a forma de como se relacionam entre si e se mostram os seus dentes – principalmente ao sorrir – dentro do contexto facial como um todo.

Quando alguém tem um sorriso de que não goste, informa Juarez Köhler, esta pessoa costuma ter, geralmente, um dos seguintes hábitos: ou não sorrir ou colocar a mão frente à boca ao sorrir e mesmo ao falar. E tudo isto faz parte, queiramos ou não, da vivência e da interação social das pessoas, sejam elas crianças, adolescentes ou adultos – jovens ou já não tão jovens.

O sorriso bonito e harmonioso, acrescenta Gerson I. Köhler, costuma estar associado com uma vida de sucesso, seja no presente, seja em tempo futuro.

Isto posto, é importante lembrar que, atualmente, todos – graças aos notáveis e significativos avanços de todas as especialidades odontológicas – podem apresentar-se ao mundo que os cerca com um sorriso normalizado, bonito, harmonioso, expressivo e comunicativo.

E a Ortodontia, aduzem os especialistas, seja ela na área pediátrica (crianças), hebiátrica (adolescentes) ou adulta, é uma das especialidades (a mais antiga delas, tendo mais de 100 anos) da Odontologia que pode ajudar a proporcionar a melhoria estética e funcional da dentição em seu processo de oclusão/desoclusão (a atividade mastigatória) e principalmente da aparência do sorriso. Claro que, muitas vezes complementada por outras áreas da odontologia, principalmente a estética. Mas, a interação do sorriso com a expressividade do rosto não para apenas por aí, pois, o sorriso e a oclusão dentária normalizados podem necessitar – para a expressão de um rosto harmonioso e bonito – inclusive da complementaridade dos procedimentos da medicina estética voltada ao rosto, seja ela cirúrgica ou não.

Isto tudo considerado faz com que se tenha em conta de que o sorriso harmonioso compõe – por sua vez – a harmonia e beleza do rosto. Se você se enquadra dentro dos 50% que não estão satisfeitos com seu sorriso – segundo a pesquisa americana citada ao início deste artigo, procure um especialista de sua confiança. Seu bem-estar e sua qualidade de vida agradecerão – e muito – por isto.

Fontes:

– Gerson I. Köhler e Juarez F. W. Köhler são membros especialistas da ABOR – Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial, ligada internacionalmente à WFO – World Federation of Orthodontists – USA

– Influence of dental esthetics on social perceptions of adolescents judged by peers. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2011, sep

–Smile esthetics: perception and comparison of treated and untreated smiles. Am J Orthod Dentofacial Orthop. 2006, Jan

ImageProxyOrtodontia após os 60 anos – estética facial, auto-estima e saúde geral
Terceira idade é o termo utilizado para representar a população de indivíduos com mais de 60 anos de idade. O número de idosos cresce de maneira significativa graças aos avanços na medicina, na tecnologia e na melhora das condições de vida e de trabalho. “A expectativa de vida aumentou e muito e as pessoas buscam viver melhor e com mais saúde para aproveitar esta fase especial”, destaca o especialista em Ortodontia e Ortopedia facial Gerson Köhler, integrante da equipe interdisciplinar da Köhler Ortofacial em Curitiba (PR).

Assim como em qualquer idade, os idosos não devem deixar de lado os cuidados com a boca, os dentes e todas as estruturas relacionadas à área bucal. Também é preciso ficar de olho nos hábitos de vida. “Alimentação inadequada, fumo, ingestão em excesso de bebidas alcoólicas afetam a saúde bucal. A existência de doenças sistêmicas, como problemas cardiovasculares, diabetes e câncer, e o uso de medicamentos são outros fatores que influenciam as condições da boca. Procurar um profissional especializado é imprescindível”, afirma Gerson.

O tratamento ortodôntico em pacientes idosos é diferente dos mais jovens, pois eles normalmente possuem alterações no tecido ósseo que sustenta os dentes e podem apresentar perdas dentárias, extensas restaurações e várias próteses ou implantes dentários. “O tratamento ortodôntico é eficaz para a reabilitação bucal. É fundamental que o profissional leve em consideração as motivações e as necessidades do paciente, além dos fatores que podem causar limitações no tratamento”, aponta Juarez Köhler, ortodontista e ortopedista facial que também compõe a equipe interdisciplinar da Köhler Ortofacial.

O tratamento ortodôntico é indicado para a correção das anomalias dentofaciais e, com as estratégias corretas, os resultados são surpreendentes e muito satisfatórios ntanto na parte estética quanto funcional. “A intervenção em idosos deve ser mais suave e o aparelho deve exercer uma força menor sobre os dentes. Quanto mais simples forem os procedimentos, mais fácil será lidar com o paciente e administrar todo o processo. É essencial elaborar um planejamento detalhado, com objetivos claros e dar todas as orientações necessárias para o paciente”, enfatiza o especialista Juarez Köhler.

O professor Gerson Köhler observa que os idosos tem menos paciência, por isso o uso do aparelho ortodôntico não deve ser muito prolongado. A pouca tolerância é apenas um dos desafios enfrentados neste processo. A falta de motivação, a presença de enfermidades e o uso de remédios contínuos são obstáculos que não devem ser menosprezados. “A quantidade de osso alveolar também pode dificultar a movimentação dos dentes. Mesmo assim, com boa vontade e as técnicas certas é possível superar as barreiras”, acredita o ortodontista, também especialista em Ortopedia Facial.

O uso do aparelho ortodôntico atua sobre a correta e equilibrada distribuição posicional dos dentes na boca, a adequação de espaços causados por perdas dentárias para o recebimento de prótese ou implante e até a resolução de traumas oclusais. A correção das anomalias dentofaciais facilita a higienização bucal, evitando a proliferação das bactérias que causam a gengivite e a doença periodontal. “Os aparelhos estão cada vez mais modernos e discretos. Alguns modelos imitam a cor dos dentes, ficando praticamente imperceptíveis, outros, em casos seletos, podem ser colocados no lado interno, não ficando expostos”, acrescenta Juarez Köhler.

O envelhecimento precoce do rosto ocorre principalmente pelas alterações funcionais causadas pelas anomalias dentofaciais. A respiração incorreta, por exemplo, realizada pela boca e não pelo nariz, provoca distúrbios do sono e envelhecem a face. “Com as correções, o rosto fica mais harmonioso e o paciente tem a sensação de que rejuvenesceu alguns anos, elevando a sua auto-estima e contribuindo para o seu bem-estar”, finaliza Gerson Köhler, professor convidado desde 1988 da pós-graduação em Ortodontia e Ortopedia Facial da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

imagesFontes:

– Juarez Köhler e Gerson I. Köhler são especialistas membros da ABOR – Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial, vinculada internacionalmente a World Federation of Orthodontists – WFO – USA.

kohler010@gmail.com– blog – kohlerortofacial.wordpress.com – 41.3224.4883

– Psychological aspects of the orthodontic treatment of middle-aged and elderly patients. Stomatologia

– The impact of dental appearance and anxiety on self-esteem in adult orthodontic patients. Orthodontic and Craniofacial Reseach, 2015, Aug.

ImageProxy.mvcGerson I Köhler

O formato da boca e a posição da língua podem gerar distúrbios obstrutivos do sono (Roncos e Apnéias)
apneia3Apneia do sono é um distúrbio muito comum na população, principalmente nos homens. Ocorrem paradas da respiração, por obstrutividade da orofaringe (que contacta com a parte posterior da língua) . Cada pausa respiratória pode durar entre 10 a 20 segundos. E estas pausas da respiração podem ocorrer várias vezes por hora durante a noite.

O conhecido médico Dráuzio Varella, em artigo sobre esta perigosa questão de saúde, informa que mais de 10% da população acima de 65 anos apresenta apneia obstrutiva do sono.

E a obstrução da respiração ocorre aonde? Na garganta, na orofaringe, aquela parte da faringe que se liga à boca. à língua e ao palato mole. Portanto, se a boca for pequena e a língua não tiver seu lugar adequado dentro dela, durante o sono (em decúbito dorsal – de ‘barriga para cima’) ela ‘cai para trás’ fechando a orofaringe. Pronto esta instalado o quadro de obstrução que impede a respiração e pode causar graves consequências à saúde, inclusive, nos casos mais severos, com risco à vida.

O diagnóstico desta condição adversa de saúde costuma ser trazido à tona a partir do sono agitado e dos roncos, observados normalmente por familiares.

O médico do sono ou o odontologista do sono – para poder tratar estas questões – solicita um exame específico – a polissonografia – para ver com mais clareza qual o nível de gravidade da fragmentação da arquitetura do sono. É um exame fundamental no diagnóstico dos chamados distúrbios obstrutivos do sono.

O pior disto, informa o especialista Gerson Köhler, membro da Associação Brasileira do Sono, é que muita gente não sabe que está sofrendo de apneias obstrutivas durante o sono. Existe uma parcela significativa da população sofrendo do problema e ainda não diagnosticada e nem tratada.

Mas, o que exatamente acontece para que a apneia obstrutiva – normalmente junto com roncos – ocorra ?

Há uma associação entre alguns fatores, dos quais os principais são a anatomia diminuida da cavidade bucal (geralmente, nestes pacientes, estão presentes questões ortodônticas e ortopédicas faciais) e o retro-posicionamento da língua. Além disto ocorre uma diminuição do tônus da musculatura da garganta (orofaringe) e da própria língua (há um relaxamento muscular, sendo que a idade contribui sobremaneira para isto). Outras questões que se associam para que a apneia obstrutiva ocorra são o sobrepeso, o formato do pescoço (em suas estruturas ósseas) e a excessiva lassidão e mobilidade do palato mole e da úvula. Ocorre em todas estas estruturas musculares uma flacidez que – durante a noite – bloqueia (fecha) a orofaringe.

Como bem enfatiza o Dr. Dráuzio Varella, o objetivo do tratamento – seja ele cirúrgico, seja via uso de CPAP ou de aparelho intrabucal que projeta a língua para a frente – é manter a via aérea permeável ao fluxo de ar inspirado durante a noite.

Agora vem o mais assustador no entender do médico: diversos estudos científicos mostram que a sindrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) costuma estar associada a incidência de infartos do miocardio, derrames cerebrais e aritmias cardíacas. A hipertensão arterial (a conhecida ‘pressão alta’) costuma estar presente na vida de 70 a 90% das pessoas que fazem apneias obstrutivas durante o sono. Tudo isto pode colocar a saúde – e a vida – sob sérios riscos.

Quando se fala nestas questões de saúde – ronco e apneia – pensa-se que somente adultos tem isto. Ledo engano, crianças e adolescentes, por motivos diferentes (aqui entra a hipertrofia da adenóide, as amigdalas palatinas grandes e dificuldades de respirar pelo nariz) também podem sofrer destes males. Dados científicos informam que cerca de 1 a 3% das crianças podem estar tendo distúrbios respiratórios do sono.

Bem, se você pensou que os efeitos negativos da apneia obstrutiva do sono são apenas os citados acima, espere, tem mais. Podem ocorrer também – em apneicos – cefaléias (dores de cabeça) matinais, problemas com memória ruim, humor instável e facilmente irritável e até mudança de personalidade, falta de concentração durante o trabalho, sensação de garganta seca ao acordar e necessidade frequente de urinar a noite.

E como fica o sono, o tão necessário sono (aquele um terço da vida que permite dar – ou não – bem-estar e boa qualidade de vida diurnos) ?

O sono, pode acreditar, fica péssimo, completamente fragmentado (isto é perfeitamente observável através da polissonografia) e propicia um ‘dia seguinte’ dos piores, com sensação de cansaço, fadiga e sonolência.

Se você se encontra dentro da descrição de tudo o que foi dito aqui, alerte-se – por favor – procurando de imediato um especialista em distúrbios obstrutivos do sono. Sua qualidade de vida e seu bem-estar cotidiano pedem isto de você, com a máxima urgência. Não brinque com esta situação, ela poderá custar muito caro à sua saúde e ao bem-viver. Agende hoje mesmo uma consulta com um especialista em sono. Ele irá cuidar de você. E você, em breve, perguntará: por que não fiz isto antes? Mas, vamos lá, ainda está em tempo. Faça deste um dia significativo para sua saúde presente e futura, marque já a sua consulta para avaliar a estrutura e a arquitetura de seu sono. Lembre-se de que ‘dormir bem não deve ser apenas um sonho’. Há que ser uma realidade. Por favor, não menospreze esta condição de saúde, se você já estiver sofrendo com as consequências dos distúrbios obstrutivos do sono, os roncos e as apneias por obstrução da via aérea.

E finalizando, não esqueça de que “dormir bem não é um sonho”.

Fontes:

– Gerson I Köhler Juarez Köhler são especialistas membros da ABOR – Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (filiada a WFO – World Federation of Orthodontists) e também da Associação Brasileira do Sono.

e-mail: kohler010@gmail.com – 41.3224.4883 – kohlerortofacial.wordpress.com

– Consequences of obstructive sleep apnea on metabolic profile: a population-based survey, Obesity (Silver Spring) 2013, april

– A mandibular advancement device for the treatment of obstructive sleep apnea: long term use and tolerance, Int. Orthod., 2012, dec.A

ImageProxyimages Dr. Gerson I. Köhler

Tratamentos – às vezes interdisciplinares – ajudam a eliminar a respiração bucal e a minimizar seus efeitos negativos sobre a saúde.

Respirar é fundamental para a sobrevivência – e isso todo mundo já está cansado de saber. Mas faz alguma diferença para o organismo se a respiração é feita pela boca ou pelo nariz? Segundo o ortodontista e ortopedista facial, Gerson I. Köhler, integrante da equipe interdisciplinar da Köhler Ortofacial, respirar pela boca é prejudicial à saúde. “Respirar bem, sempre pelo nariz, é fundamental para uma boa saúde. O oxigênio precisa passar pelo nariz, que filtra, aquece, umidifica e pressuriza o ar inspirado, deixando-o na forma adequada para ser recebido pelos pulmões”, explica.

As causas da respiração bucal são variadas e podem envolver alterações no nariz, na faringe e na chamada região dentofacial – que engloba as arcadas dentárias e a posição de todos os dentes. Gerson I. Köhler ressalta que a boca pode ser considerada o andar inferior ao do nariz dentro do contexto amplo da arquitetura do rosto. E tudo o que acontece de forma inadequada no nariz – e seus anexos – acaba refletindo-se também na estrutura bucal (no andar de baixo), principalmente durante os anos em que a criança está crescendo.

“A respiração bucal é considerada uma síndrome e não uma doença e – como tal – possui sinais e sintomas característicos”, destaca o professor Gerson I. Köhler, docente convidado, desde 1988, do curso de pós-graduação em Ortodontia e Ortopedia Facial da UFPR.

Juarez Köhler, também especialista associado da Köhler Ortofacial, aponta que podem ser inúmeras as consequências da respiração incorreta (de suplência: bucal) para o organismo em geral. Entre elas – de forma direta ou indireta – pode-se citar: alterações ortodônticas e ortopédicas da face, problemas relacionados ao sono, halitose, danos a memória e a concentração, aumento da pressão arterial , dor torácica, doenças cardiovasculares, redução do hormônio do crescimento – inclusive nas pessoas adultas – , resistência à insulina, patologias do labirinto, cefaléias, zumbidos, diminuição da libido, sobrepeso e obesidade constam na lista das consequências.

Outra má notícia é que a respiração incorreta pode acontecer em qualquer idade – desde crianças, adolescentes, adultos e até idosos, prejudicando o desenvolvimento e a qualidade de vida destes indivíduos. “Normalmente a respiração bucal tem início na infância, quando a criança sofre com amígdalas palatinas, adenóide e rinite. As obstruções nasais também ocorrem em adultos, como, por exemplo, o desvio de septo nasal ou de cornetos. Por causa da resistência nasal à passagem do ar, o indivíduo se vê obrigado a respirar pela boca”, acrescenta Juarez.

Quando o ar passa exclusivamente pela boca, ela e a faringe acabam ficando ressecadas. Estes fatores geralmente estão associados a problemas bucais como inflamações na gengiva, periodontite, aumento do número de cáries, faringite e tosse crônica devido à garganta seca. Gerson aponta ainda que o quadro de respiração bucal sempre causa alterações dentofaciais, que promovem complicações nocivas para a saúde do organismo e suas estruturas e para a beleza e a harmonia facial. “É preciso ter muita atenção para a forma como a respiração acontece”, alerta.

Para resolver o problema, quem não respira corretamente deve procurar duas especialidades que atuam em conjunto nas questões que envolvem o nariz e a boca: a otorrinolaringologia e a ortodontia. Juarez evidencia que a interdisciplinaridade existente entre estas áreas da medicina e da odontologia respectivamente, é imprescindível para o correto diagnóstico e tratamento da respiração bucal. “Muitas vezes é necessário complementar a avaliação com outras especialidades, como a fonoaudiologia e a alergologia, ramo da medicina que atua especificamente com alergias”, elucida.

Gerson aconselha, principalmente aos pais, a não ignorar a respiração bucal, pois ela está ligada a inúmeras doenças e alterações do crescimento e desenvolvimento craniofacial. “Atualmente existem muitos exames que ajudam no diagnóstico do problema, como os exames por imagem, ressonância nuclear magnética, imagens radiográficas craniofaciais e a cefalometria. Quanto mais precoce for o tratamento, melhores serão os resultados e menores serão as consequências para o organismo e a saúde como um todo e o rosto em especial. Respire corretamente e viva com qualidade”, finaliza. Consulte um especialista de sua confiança se este problema aflige a você ou a alguém de sua família.

Fontes:

– Gerson I. Köhler e Juarez F. W. Köhler, membros especialistas da ABOR – Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial, filiada internacionalmente à World Federation of Orthodontics – WFO – USA

Blog – kohlerortofacial.wordpress.com – E-mail – kohler010@gmail.com

– Dentofacial Orthopedics to treat facial asymmetries before six years of age. How to balance craniofacial growth and enhance temporomandibular function.

Orthodontie Française. 2010 Sep.

– Prevention perspective in orthodontics and dento-facial orthopedics.

J Med Life. 2008 Oct-Dec .

-The role of the maxillary incisors in the development of the base of the nose. Applications in dento-facial orthopedics.

Orthodontie Française. 2006 Mar.

Posted by: kohlerortofacial | September 22, 2015

A NOCIVIDADE DO BRUXISMO (APERTAMENTOS/RANGIDOS) NAS CRIANÇAS.

Segundo Gerson I. Köhler, professor convidado de pós-graduação (UFPR) desde 1988, o bruxismo (apertamentos e rangidos de dentes) não se limita apenas a adultos estressados. Segundo o especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial, entre a 15% a 33% das crianças sofrem desta parafunção (uma função que não serve para nada, isto é, não tem um objetivo funcional, tal como mastigar, falar ou deglutir).
O bruxismo pode ter origem multifatorial (várias causas atuando para produzí-lo), mas independente da causa – que sempre deve ser identificada para que o tratamento seja possível – as consequências são muitas: fratura de dentes, aumento da sensibilidade dos dentes, severa erosão (desgaste) do esmalte, inflamação ou recessão da gengiva, necrose da polpa dentária, problemas periodontais (do entorno ósseo e gengival dos dentes), repercussões sobre as ATMs (as articulações da mandíbula ao crânio, ao lado dos ouvidos), dores faciais e de cabeça, entre outras.
Uma das várias características destas crianças – chamadas de bruxistas – é estudada pela Alergologia, desde os tempos de Dr. Marks, um médico alergista que efetuou – junto a University of Miami School of Medicine – USA, com acompanhamento do Sleep Disorders Center of Mount Sinai Medical Center- um criteriosos estudo sobre o bruxismo, O médico comparou crianças alérgicas (portadoras de rinite alérgica) com crianças normais (sem alergia). Os resultados da pesquisa científica mostraram que os pacientes alérgicos eram três vezes mais propensos e suscetíveis ao rangido/apertamento de dentes do que os não-alergicos.
Para Juarez Köhler, associado à Köhler Ortofacial, em Curitiba, é importante frisar que, normalmente, os fatores alérgicos (seja em crianças ou adultos) não costumm ser levadom em consideração quanto ao bruxismo, rangidos e apertamentos dos dentes entre si.

O professor Köhler enfatiza que costuma-se considerar, com mais frequência – pelo fato de também estarem envolvidos neste distúrbio que pode ser durante o sono ou mesmo em vigilia (acordado) – os fatores relativos a estresse, transtornos emocionais, ansiedade, tensão nervosa e também a forma pela qual os dentes se tocam entre si (inferiores contra superiores). Aduz, no entanto, que é importa saber que numa oclusão dentária desorganizada (com problemas ortodônticos), os efeitos nocivos do bruxismo podem se potencializar, gerando – com maior frequência – questões relacionadas a desconfortos craniofaciais (incluindo cefaléias tensionais e enxaquecas) e problemas com as ATMs.
Para Juarez Köhler, a explicação para que seja levada em consideração a condição alérgica (atópica) do paciente, é que o bruxismo pode ser iniciado reflexamente a partir do aumento da pressão negativa gerada nas cavidades timpânicas (dos ouvidos internos) pelo edema (inchaço) intermitente da mucosa que reveste as chamadas ‘tubas auditivas’, que ligam os ouvidos à nasofaringe.
Complementa o professor Gerson Köhler que isto se explica – na geração dos movimentos da musculatura mastigatória/facial – pelas relações de condições embriológicas, anatômicas e neurológicas existentes entre os músculos dos tímpanos, das tubas auditivas e da musculatura mastigatória.
Isto considerado, complementa Juarez Köhler, os distúrbios crônicos dos ouvidos médios – bastante comuns em pacientes com rinite alérgica – podem promover, segundo as pesquisas de Dr. Marks, uma ação reflexa, comandando os músculos da mastigação (que são os mesmos que atuam na geração do bruxismo) a atuarem no sentido de abrir as tubas auditivas (que estão fechadas pelo edema da mucosa que as reveste) para que possa haver a aeração interna – necessária – dos ouvidos.
Logicamente, informam os especialistas da Köhler Ortofacial, membros da ABOR – Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial ligada à World Federation Of Orthodontists – USA, que o tratamento, quando presentes causas alérgicas, passam, sempre, por uma associação terapêutica com médicos alergistas e/ou otorrrinolaringologistas.
Este assunto é de grande importância para pais de crianças, principalmente daquelas em fase escolar. Se sua criança apresenta sintomas como os descritos acima, procure avaliar estas questão tão logo possível. Disto vai depender a boa saúde e qualidade de vida de seus pequenos.

Fontes:

Gerson I. Köhler e Juarez Köhler, membros especialistas da ABOR – Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia, filiada intenacionalmente à WFO – World Federation of Ortodonthists – USA e também à Associação Brasileira de Sono.

– Marks, M.B. – Bruxism in allergic children – Am. Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, 1980, 48-59

– D’Urso, A. et al – Sleep Bruxism in children – em: Webmed.Central.com, 22.09.2015

Posted by: kohlerortofacial | September 16, 2015

SENSAÇÃO ESTRANHA AO ENGOLIR – LEIA ESTE ARTIGO

!cid_E813B20ED0CA4E7DA3F8436144F94F0A@microzImageProxyDores na região cervical (pescoço) e na face, com ou sem reflexos nos ouvidos, sensação de corpo estranho na garganta, desconforto ao deglutir (ato de engolir), dor de cabeça e vertigens são alguns dos sintomas da chamada Síndrome de Eagle. Descrita em 1937, pelo otorrinolaringologista Watt W. Eagle, a doença está relacionada com a calcificação progressiva do ligamento estilo-hióideo, localizado na base do crânio.Fo idescrita como possível geradora de dor contínua na faringe, com piora durante a deglutição, podendo estar associada à otalgia (dor de ouvido) reflexa, aumento da salivação e sensação de corpo estranho na faringe “A calcificação é um processo de depósito de cálcio em articulações, artérias e outros tecidos, endurecendo-os e causando diversos males a saúde”, explica o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, professor convidado da pós-graduação da Universidade Federal do Paraná.

Posted by: kohlerortofacial | September 2, 2015

QUANDO O ZUMBIDO DEPENDE – TAMBÉM – DA ODONTOLOGIA PARA SER TRATADO

ImageProxyDr. Gerson I. Köhler

O professor Gerson I. Köhler, que há quase 15 anos está integrado a equipes médicas otoneurológicas – em contexto interdisciplinar – no tratamento do sintoma acúfeno denominado zumbido, foi objeto de amplo artigo no prestigioso APCD JORNAL – períódico da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, em sua edição deste mês de dezembro.
blog_iza_zilli776A reportagem – ZUMBIDO NO OUVIDO – Especialistas esclarecem que percepção auditiva não uma doença, mas um sintoma de causas diversas – orienta a classe a odontológica em geral para a necessidade da maior participação do diagnóstico que alterações dentofaciais, mioatrológicas craniomandibulares (ATMs e seus anexos) e somatossensoriais craniofaciais que possam estar entre as etiologias (as causas) que geram o incômodo sintoma.

O Professor Gerson explica, na reportagem, que a denominada somatossensorialidade craniofacial vem sendo cada vez melhor compreendida como um dos fatores etiológicos que podem produzir a percepção do sintoma zumbido.

O especialista em Ortopedia Facial e Ortodontia faz parte do GIPZ – Grupo de Informação a Pacientes com Zumbido, coordenado pela médica otoneurologista Dra. Rita de Cássia Cassou Guimarães junto ao Hospital de Clínicas da UFPR.

Gerson I. Köhler esclarece também que – no tocante à ação da somatossensorialidade craniofacial como geradora do sintoma – existe um sistema de testagem especial para determinar sua presença e intensidade de geração/modulação do zumbido. Esclarece ainda que esta é uma avaliação normalmente solicitada ao odontologista pelos médicos otoneurologistas e otorrinolaringologistas que tratam os chamados sintomas acúfenos (zumbido, tontura/vertigem, otalgia, tamponamento de ouvidos entre outros). Esta testagem específica, desenvolvida nos EUA e aperfeiçoada no Brasil determina o grau de intensidade com que a somatossensorialidade está atuando na geração do sintoma zumbido. São cerca de 10 a 15 manobras específicas, envolvendo a região craniofacial e dentofacial. A somatossensorialidade está ligada à ação da neuromusculatura e da região craniofacial, envolvendo – ainda – a região cervical (pescoço) e cintura escapular (ombros). Complementa o especialista que as questões de excesso de força da musculatura mastigatória (os chamados ‘apertamentos dentários’) são uma das características presentes neste quadro clínico. Estes ‘apertamentos dentários’ podem ocorrer durante o dia (muitas vezes de modo consciente, mas nem sempre) e também durante a noite, quando o paciente apresenta distúrbios – normalmente obstrutivos da via áerea – do sono (as apnéias obstrutivas), caso em que se faz necessário um exame polissonográfico, que mapeia a arquitetura do sono.

Apesar destas constatações – pertinentes à Odontologia – ainda não há estudos científicos que se refiram a qual o percentual de casos clínicos de zumbidos em que esta condição da somatossenrialidade alterada esteja presente. O que se pode afirmar – complementa o especialista Gerson I. Köhler – é que, de acordo com pesquisas da área otoneurológica, aproximadamente um entre cada 10 pacientes com zumbido necessita de avaliação, diagnose e tratamento de ordem dentofacial/mioatrológica craniomandibular/somatossensorial craniofacial para ser tratado em seu desconfortante sintoma de zumbido.

Finaliza o especialista ligado a esta área médica de sintomas acúfenos (dos quais o zumbido é um deles) que a consulta inicial para sofredores deste desagradável sintoma se inicia, sempre, pelo médico otoneurologista. Se este achar necessário, pedirá, então, a avaliação do odontologista para as questões de somatossensorialidade craniofacial interferentes no sintoma.

tinnitusFonte: APCD Jornal (Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas), Ano 49, Edição 692, dezembro 2014

Posted by: kohlerortofacial | August 20, 2015

Quando a tensão facial gera zumbidos –

ImageProxy.mvcDistúrbios da ATM (articulação temporomandibular, que encaixa a mandíbula no crânio, ao lado dos ouvidos) e problemas tensionais na musculatura mastigatória podem estar ligados diretamente com zumbido

O GIPZ – Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido – na reunião de 11 de setembro contará com a palestra do ortodontista e ortopedista facial, Gerson Köhler, e tratará desse complexo assunto,mas que será explicado em termos bem entendíveis e claro aos presentes.

O Grupo é formado pela médica otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, pela fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo, pela fisioterapeuta Vivian Pasqualin, pela psicóloga Daniela Matheus e pelo ortodontista e ortopedista facial Gerson Kohler e atua em Curitiba há mais de 12 anos. Neste mês de setembro será abordado o assunto “A Contribuição da Ortodontia, Ortopedia Facial e Craniomandimular no Tratamento do Zumbido”, e o palestrante do encontro será o especialista no assunto, Gerson Köhler.

Na mesma ocasião haverá uma palestra sobre os distúrbios obstrutivos do sono, e quando eles poder estar ligados ao sintoma zumbido, proferida pela especialista em Medicina do Sono, Dra. Márcia Assis, de Curitiba.

Segundo o professor Köhler, as articulações temporomandibulares (ATMs), são as principais responsáveis pelo movimento do abrir e fechar a mandíbula/boca – como na mastigação, na fala e na deglutição, por exemplo – e devem apresentar movimentos suaves, não fazer estalos e nem causar dor nenhuma. Mas isto, enfatiza o especialista, só costuma ocorrer quando a oclusão dentária (a forma de como os dentes superiores e inferiores se contactam) está correta e nenhum outro fator de habitualidade nociva a prejudica, tal como o apertamento excessivo dos dentes durante o sono (ou de dia), por exemplo.

Num exemplo simples explica o professor Köhler: “as portas precisam de dobradiças bem reguladas, corretas, para fecharem e abrirem de forma correta: o mesmo acontece com a mandíbula. Se a ATM não estiver ‘bem regulada’, os movimentos que dependem dela para serem bem realizados, podem causar incômodos, dores, e, em alguns casos, o zumbido e outros sintomas que “parecem” estar nos ouvidos”, explica Köhler.

Em alguns casos, devido ao apertamento e à mandíbula mal posicionada em função da oclusão dentária incorreta, pode ocorrer um posicionamento inadequado de suas articulações (as ATMs), o que pode fazer com que surja um zumbido, que pode ser uni ou bilateral, devido ao excesso de força muscular aplicado a um dos lados – ou ambos – da musculatura facial sobre os dentes. “Muitas pessoas sofrem com apertamentos verticais dentários além da conta durante o sono, e isso faz com que elas acordem com a musculatura do rosto fatigada, tensa e até dolorida”, diz.

O professor Köhler destaca que estes aspectos odontológicos podem causar o zumbido, influenciar a sua intensidade ou agravar o quadro quando o sintoma já existe por outros motivos. Porém, o especialista faz questão de ressaltar que, antes de chegar ao consultório de um ortodontista ou ortopedista facial, o paciente deve procurar um otorrinolaringologista ou um otoneurologista. “Este é o médico especialista no assunto e é ele quem fará o encaminhamento para outras especialidades, como a ortodontia, fisioterapia, psicologia, etc, conforme cada caso e quando necessário,” alerta.

Um dos alertas dados por Köhler é que os dentes superiores e inferiores não devem permanecer juntos – tocando-se – por mais de uma hora (no máximo) por dia – isso somando as refeições, que obrigam o ser humano a fechar completamente a boca para mastigar. “Se uma pessoa passa mais de uma hora por dia com os dentes superiores e inferiores tocando-se, isto é, encostados (e pior ainda se comprimidos uns contra os outrosno, nos ‘apertamentos’), isso pode causar um desconforto muscular que pode gerar um efeito da chamada ‘somatossensorialidade craniofacial’ na geração ou modulação do zumbido. Se a pessoa já possui esse ‘vício nocivo’, ela precisa se policiar e lembrar de relaxar os músculos faciais. O apertar de dentes é um ciclo vicioso sim, e, se não tomados devidos cuidados, pode entrar no ‘piloto automático’ e o indivíduo nem percebe que está forçando os músculos de forma inadequada”, conclui Köhler.

As reuniões do GIPZ – Grupo de Informação a Pacientes com Zumbido – acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês, no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início às 14 horas e a entrada é franca.

O telefone de contato para participar das reuniões, saber mais sobre o assunto ‘zumbidos’ e tirar eventuais dúvidas é o (41) 3225-1665.

Posted by: kohlerortofacial | July 3, 2015

Aparelho bucal ajuda a neutralizar as cefaleias matinais.

ImageProxy Dr. Gerson I. Köhler
blog_iza_zilli776”Conhecidas como cefaleias tensionais, estas dores de cabeça podem ser causadas por distúrbios craniofaciais, dentofaciais e problemas obstrutivos do sono (como as apneias).”
As dores de cabeça que afetam 76% das mulheres e 57% dos homens pelo menos uma vez por mês, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia, podem ter várias causas. No caso das cefaleias matinais, um diagnóstico bastante comum indica que o desconforto pode estar ligado a questões de apertamentos noturnos dos dentes, que tensionam a musculatura craniofacial. De acordo com o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, o uso de um aparelho intrabucal pode resolver este problema, que prejudica o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas.

Para reduzir as dores de cabeça, o professor Gerson Köhler destaca – entre outros, todos muito efetivos – o aparelho intrabucal NTI-TSS (Tension Suppression System) feito de forma personalizada para atender as necessidades de cada paciente. “O aparelho é simples de ser utilizado e possui uma concepção diferente das tradicionais placas de relaxamento, muito utilizadas na Odontologia” , explica. Ele suprime as tensões musculares, utilizado nos tratamentos de cefaleias matinais. O dispositivo é aprovado pelo Food and Drug Association (FDA) nos Estados Unidos, equivalente a Anvisa aqui no Brasil.

Juarez Köhler destaca que ” existem pelo menos 150 tipos diferentes de cefaleias e cada uma está relacionada a uma causa, como alimentação, estresse, tensões musculares, hipertensão, inflamações e doenças graves como tumores. Além disso, Gerson Köhler, membro da Associação Brasileira do Sono, informa que os distúrbios do sono, como a apnéia obstrutiva das vias aéreas, que incluem o nariz, a rinofaringe e a orofaringe, e os distúrbios craniofaciais – relacionados às articulações temporomandibulares (ATM) e à musculatura mastigatória – costumam ser as principais causas das cefaleias matinais do tipo tensional. ” As dores de cabeça matinais são caracterizadas por aparecerem assim que o indivíduo acorda e podem se repetir várias vezes na semana ou até mesmo diariamente, tornando a vida do paciente desconfortante e alterando seu comportamento diurno” , esclarece o especialista.

Os distúrbios craniofaciais, entre eles as chamadas disfunções das ATMs (articulações temporomandibulares, que ligam a mandíbula ao crânio) , estão associadas à movimentação excessiva da musculatura responsável pela mastigação e dos músculos temporais, o que resulta no apertamento dos dentes durante a noite e que tem como consequências o surgimento das cefaléias matinais. ” O apertamento também é destrutivo para os dentes, injuriando a musculatura que envolve o crânio e a face com reflexos nocivos sobre as ATMs. Os prejuízos para estas complexas articulações são tanto para a parte óssea quanto para o disco (uma espécie de ‘menisco’) que separa as partes convexas das côncavas” , ressalta o especialista Juarez Köhler, da Köhler Ortofacial.

Segundo estudos realizados pela Research Diagnostic Criteria for Temporomandibular Disorders, as disfunções craniomandibulares tem seu pico de incidência em adultos jovens, com idade entre 20 e 40 anos, e atinge principalmente o sexo feminino. ” A chamada odontologia neuromuscular é uma nova área que estuda estas questões de forma conjunta e não apenas olhando para os dentes como causadores, como se acreditava até algum tempo atrás. Por isso os tratamentos para os distúrbios do sono e das ATMs devem ser tratados em conjunto para melhorar a qualidade de vida dos pacientes” , enfatiza.

Fontes consultadas:

– Gerson I. Köhler e Juarez Köhler, membros especialistas da ABOR – Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial, ligada internacionalmente à WFO – World Federation of Orthodontists – EUA

– The NTI-tss (tension suppression system) device for the therapy of bruxism, temporomandibular disorders, and headache – Where do we stand? A qualitative systematic review of the literature. BMC Oral Health, 2008
– Effect of a nociceptive trigeminal inhibitory (NTI) splint on electromyographic activity in jaw closing muscles during sleep. J Oral Rehabil. 2007

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