Posted by: kohlerortofacial | August 20, 2015

Quando a tensão facial gera zumbidos –

ImageProxy.mvcDistúrbios da ATM (articulação temporomandibular, que encaixa a mandíbula no crânio, ao lado dos ouvidos) e problemas tensionais na musculatura mastigatória podem estar ligados diretamente com zumbido

O GIPZ – Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido – na reunião de 11 de setembro contará com a palestra do ortodontista e ortopedista facial, Gerson Köhler, e tratará desse complexo assunto,mas que será explicado em termos bem entendíveis e claro aos presentes.

O Grupo é formado pela médica otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, pela fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo, pela fisioterapeuta Vivian Pasqualin, pela psicóloga Daniela Matheus e pelo ortodontista e ortopedista facial Gerson Kohler e atua em Curitiba há mais de 12 anos. Neste mês de setembro será abordado o assunto “A Contribuição da Ortodontia, Ortopedia Facial e Craniomandimular no Tratamento do Zumbido”, e o palestrante do encontro será o especialista no assunto, Gerson Köhler.

Na mesma ocasião haverá uma palestra sobre os distúrbios obstrutivos do sono, e quando eles poder estar ligados ao sintoma zumbido, proferida pela especialista em Medicina do Sono, Dra. Márcia Assis, de Curitiba.

Segundo o professor Köhler, as articulações temporomandibulares (ATMs), são as principais responsáveis pelo movimento do abrir e fechar a mandíbula/boca – como na mastigação, na fala e na deglutição, por exemplo – e devem apresentar movimentos suaves, não fazer estalos e nem causar dor nenhuma. Mas isto, enfatiza o especialista, só costuma ocorrer quando a oclusão dentária (a forma de como os dentes superiores e inferiores se contactam) está correta e nenhum outro fator de habitualidade nociva a prejudica, tal como o apertamento excessivo dos dentes durante o sono (ou de dia), por exemplo.

Num exemplo simples explica o professor Köhler: “as portas precisam de dobradiças bem reguladas, corretas, para fecharem e abrirem de forma correta: o mesmo acontece com a mandíbula. Se a ATM não estiver ‘bem regulada’, os movimentos que dependem dela para serem bem realizados, podem causar incômodos, dores, e, em alguns casos, o zumbido e outros sintomas que “parecem” estar nos ouvidos”, explica Köhler.

Em alguns casos, devido ao apertamento e à mandíbula mal posicionada em função da oclusão dentária incorreta, pode ocorrer um posicionamento inadequado de suas articulações (as ATMs), o que pode fazer com que surja um zumbido, que pode ser uni ou bilateral, devido ao excesso de força muscular aplicado a um dos lados – ou ambos – da musculatura facial sobre os dentes. “Muitas pessoas sofrem com apertamentos verticais dentários além da conta durante o sono, e isso faz com que elas acordem com a musculatura do rosto fatigada, tensa e até dolorida”, diz.

O professor Köhler destaca que estes aspectos odontológicos podem causar o zumbido, influenciar a sua intensidade ou agravar o quadro quando o sintoma já existe por outros motivos. Porém, o especialista faz questão de ressaltar que, antes de chegar ao consultório de um ortodontista ou ortopedista facial, o paciente deve procurar um otorrinolaringologista ou um otoneurologista. “Este é o médico especialista no assunto e é ele quem fará o encaminhamento para outras especialidades, como a ortodontia, fisioterapia, psicologia, etc, conforme cada caso e quando necessário,” alerta.

Um dos alertas dados por Köhler é que os dentes superiores e inferiores não devem permanecer juntos – tocando-se – por mais de uma hora (no máximo) por dia – isso somando as refeições, que obrigam o ser humano a fechar completamente a boca para mastigar. “Se uma pessoa passa mais de uma hora por dia com os dentes superiores e inferiores tocando-se, isto é, encostados (e pior ainda se comprimidos uns contra os outrosno, nos ‘apertamentos’), isso pode causar um desconforto muscular que pode gerar um efeito da chamada ‘somatossensorialidade craniofacial’ na geração ou modulação do zumbido. Se a pessoa já possui esse ‘vício nocivo’, ela precisa se policiar e lembrar de relaxar os músculos faciais. O apertar de dentes é um ciclo vicioso sim, e, se não tomados devidos cuidados, pode entrar no ‘piloto automático’ e o indivíduo nem percebe que está forçando os músculos de forma inadequada”, conclui Köhler.

As reuniões do GIPZ – Grupo de Informação a Pacientes com Zumbido – acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês, no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início às 14 horas e a entrada é franca.

O telefone de contato para participar das reuniões, saber mais sobre o assunto ‘zumbidos’ e tirar eventuais dúvidas é o (41) 3225-1665.

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