Posted by: kohlerortofacial | September 10, 2013

Quando a tensão facial pode gerar zumbidos

ImageProxy.mvcDistúrbios da ATM e problemas na mandíbula podem estar ligados diretamente com zumbido

O GIPZ – Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido – de setembro contou com a palestra do ortodontista e ortopedista facial, Gerson Köhler, e tratou desse delicado assunto.

Sexta feira passada, dia seis de setembro, aconteceu a já conhecida reunião do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido (GIPZ), em Curitiba. O Grupo, que é formado pela médica otorrinolaringologista e otoneurologista Rita de Cássia Cassou Guimarães, pela fonoaudióloga Izabella Pedriali de Macedo, pela fisioterapeuta Vivian Pasqualin, pela psicóloga Daniela Matheus e pelo ortodontista e ortopedista facial Gerson Kohler. Neste mês de setembro foi abordado o assunto “A Contribuição da Ortodontia, Ortopedia Facial e Craniomandimular no Tratamento do Zumbido”, e o palestrante do encontro foi o especialista no assunto, Gerson Köhler.
Dr.Gerson Köhler
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Dr.Gerson Köhler

Segundo o especialista, as articulações temporomandibulares (ATMs), são as principais responsáveis pelo movimento do abrir e fechar a mandíbula/boca – como na mastigação e na fala, por exemplo – e devem apresentar movimentos suaves, não fazer estalos e nem causar dor nenhuma. Mas isto, enfatiza o especialista, só costuma ocorrer quando a oclusão dentária está correta e nenhum outro fator de habitualidade nociva a prejudica, tal como o apertamento excessivo dos dentes durante o sono, por exemplo.

“As portas precisam de dobradiças bem reguladas, corretas, para fecharem e abrirem de forma correta: o mesmo acontece com a mandíbula. Se a ATM não estiver ‘bem regulada’, os movimentos que dependem dela para serem bem realizados, podem causar incômodos, dores, e, em alguns casos, o zumbido e outros sintomas que “parecem” estar nos ouvidos”, explica Köhler.

Em alguns casos, devido ao apertamento e à mandíbula mal posicionada em função da oclusão dentária incorreta, pode ocorrer um deslocamento desse osso, o que pode fazer com que surja um zumbido, que pode ser uni ou bilateral, devido ao excesso de força muscular aplicado a um dos lados da face sobre os dentes. “Muitas pessoas sofrem com apertamentos verticais dentários além da conta durante o sono, e isso faz com que elas acordem com a musculatura do rosto fatigada, tensa e até dolorida”, diz.

Köhler destaca que estes aspectos odontológicos podem causar o zumbido, influenciar a sua intensidade ou agravar o quadro quando o sintoma já existe por outros motivos. Porém, o especialista faz questão de ressaltar que, antes de chegar ao consultório de um ortodontista ou ortopedista facial, o paciente deve procurar um otorrinolaringologista ou um otoneurologista. “Este é o médico especialista no assunto e é ele quem fará o encaminhamento para outras especialidades, como a ortodontia, fisioterapia, psicologia, etc, conforme cada caso e quando necessário,” alerta.

Um dos alertas dados por Köhler é que os dentes superiores e inferiores não devem permanecer juntos – tocando-se – por mais de uma hora (no máximo) por dia – isso somando as refeições, que obrigam o ser humano a fechar completamente a boca para mastigar. “Se uma pessoa passa mais de uma hora por dia com os dentes superiores e inferiores tocando-se – encostados, isso pode causar um desconforto muscular. Se a pessoa já possui esse ‘vício’, ela precisa se policiar e lembrar de relaxar os músculos faciais. O apertar de dentes é um ciclo vicioso sim, e, se não tomados devidos cuidados, pode entrar no ‘piloto automático’ e o indivíduo nem percebe que está forçando os músculos de forma inadequada”, conclui Köhler.

As reuniões acontecem todos os meses na primeira sexta-feira do mês, no 5º andar do Anexo B do Hospital de Clínicas da UFPR, em Curitiba. Os encontros têm início às 14 horas e a entrada é franca.
O próximo encontro acontecerá no dia quatro de outubro, terá como tema “Opções de tratamento para o Zumbido” e a palestra vai ser ministrada pela coordenadora do grupo, a Dra. Rita Guimarães médica otoneurologista e coordenadora do GIPZ.

O telefone de contato para participar das reuniões e tirar demais dúvidas é o (41) 3225-1665.


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