Posted by: kohlerortofacial | December 6, 2010

GAPZ fecha o ano com muita emoção

Dia (03) aconteceu o último encontro deste ano do Grupo de Apoio a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GAPZ), no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. A reunião, que contou com a presença de mais de 20 pessoas, serviu como um incentivo aos que buscam uma solução para o zumbido. Três pacientes contaram as suas histórias, dificuldades e o percurso que trilharam até conseguir um tratamento adequado.
Gerson Köhler, ortodontista e ortopedista facial que faz parte da equipe multidisciplinar do GAPZ, ressalta que este encontro foi de extrema importância para mostrar as pessoas que o zumbido tem diversas causas e que é fundamental o diagnóstico correto do problema. “Os depoimentos foram muito bons e servem como exemplo para outros pacientes”, acrescenta.
O primeiro paciente a compartilhar sua história foi Jorge Amorim. Emocionado, Jorge relatou a luta que teve durante 12 anos contra o zumbido. “Eu achava que eu ia ficar louco e com o tempo só aumentava. Acabei perdendo a audição, mas o zumbido me incomodava tanto que eu só me importava com ele”, afirma.
Desesperado, sem audição e com o zumbido na cabeça, o paciente chegou a tentar o suicídio. “Foi Deus que não deixou eu concretizar o suicídio. Eu entrei em depressão, sofri com outros problemas e eu não suportava mais aquilo”, conta. As primeiras vitórias vieram depois do implante coclear – aparelho colocado no ouvido interno para melhorar a audição – e do uso do aparelho auditivo. “Eu escutei a chuva, o barulho da onda do mar, ouvi coisas que antes eu não dava valor. Eu quase não percebo mais o zumbido e não tenho nem palavras para falar do valor da audição”, enfatiza.
Na palestra, os profissionais que compõe o GAPZ- Izabella de Macedo (fonoaudióloga), Lesle Maciel (psicóloga), Gerson Kohler (ortodontista e ortopedista facial), Vivian Pasqualin (fisioterapeuta) e Rita de Cassia Guimarães (otorrinolaringologista, otoneurologista e coordenadora do GAPZ)- lembraram da importância de aprender a conviver com o zumbido, além de fazer o tratamento correto. “Quanto menos você se preocupar com o zumbido, menor será a sua percepção e quando você menos esperar ele nem estará mais te incomodando”, observa a fisioterapeuta Vivian Pasqualin.
A fonoaudióloga Izabella de Macedo destaca que o GAPZ não é um tratamento e sim um auxilio oferecido sem custo a todos os pacientes de qualquer médico. “O objetivo é trazer informações atualizadas e fazer esta troca de experiências”, evidencia. A otorrino Rita de Cassia Guimarães aproveitou a oportunidade para agradecer a todos que de alguma forma colaboram com o grupo. “Agradecemos a presença de todos e ano que vem estamos de volta. O primeiro encontro será no dia quatro de março”, diz convidando a todos. Após o encontro os presentes foram convidados para um delicioso lanche de confraternização que marcou o encerramento do GAPZ em 2010.


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