Posted by: kohlerortofacial | June 2, 2010

Pais precisam ficar atentos a monitoração do crescimento da face de seus filhos

Desde quando o filho é pequeno, os pais devem ficar atentos ao rosto da criança e o seu crescimento, para que não haja deformações, principalmente na região dentofacial, que engloba o sorriso. Muitos esperam até a adolescência do filho para tratar das questões de crescimento alterado que estejam deformando o rosto. Porém, não é o mais recomendado, pois a criança poderá ter sua auto-estima e auto-imagem seriamente prejudicadas até lá.

Partilhar deste ponto de vista pode se caracterizar como uma incoerência, e mesmo uma espécie agressão velada à beleza e à saúde psico-emocional da criança. Deixar de procurar pelos recursos terapêuticos modernamente disponíveis, quando anomalias dentofaciais sejam detectadas, pode caracterizar uma atitude de falta de cuidados e atenção para com o que ocorre de inadequado com a forma, o aspecto e a saúde da face infantil.

De acordo com o ortodontista, ortopedista-facial e professor convidado da Universidade Federal do Paraná, na área de pós-graduação Gerson Köhler, esta é uma constatação que não é nova. “Ela é conhecida desde a metade do século passado (XX) e resultou de estudos e pesquisas de um pediatra americano de nome Meredith”, diz.

Köhler explica que – segundo oos estudos de Dr. Meredith – aos quatro anos 60% do crescimento facial já está completo. Aos sete anos, 70% e aos 12 anos 90% do total do crescimento craniofacial já se completou. ”A medida em que não haja uma intervenção terapêutica tempestiva e oportuna dos desvios em curso, há uma progressiva perda de potencial terapêutico”, complementa.

Ou seja, quanto mais tarde uma criança portadora de anomalias dentofaciais for diagnostica e monitorada, menores se tornam as possibilidades de devolver o potencial de crescimento e desenvolvimento do rosto infantil ao caminho da normalidade física e naturalidade necessárias para que o mesmo possa se expressar em seus níveis mais elevados de funções, harmonia e beleza.

“O tratamento normalmente se inicia através de um monitoramento periódico e precisa de cuidados especiais tanto com relação às estruturas faciais quanto à sua funcionalidade (respiração, deglutição, fonação, mastigação, etc.)”, afirma Köhler.

Dados recentes – quanto à área da plasticidade facial – do setor biomédico da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, informam de forma surpreendente que 92% dos jovens entrevistados gostariam de realizar alguma mudança em relação à forma corporal. Já a face, nesse contexto, assume uma significação especial, com predominância sobre os “defeitos” do restante do corpo.

A mesma pesquisa ainda revela que 72% dos adolescentes em geral evitam participar de atividades corriqueiras tais como ir à escola, a uma festa, à academia, ao clube ou mesmo dar uma opinião em seu grupo de amigos, pelo fato de não estarem se sentindo bem com a própria aparência.

“Isto revela, de forma dramática, que os jovens podem ter sua auto-estima e auto-imagem alteradas, com sérios envolvimentos para com o término de seu processo de desenvolvimento juvenil (que precede à idade adulta) e também para com a desenvoltura de sua vida escolar e social”, diz Köhler.

O ortodontista e ortopedista-facial alerta os pais para que, através dessa pesquisa, percebam que essa questão é muito mais séria do que se possa imaginar e não é mera estética como também qualidade de vida. “A nossa face é o nosso cartão de apresentação para o mundo, e problemas nela, podem vir a interferir, danosa e às vezes irreversivelmene sobre os níveis de auto-estima e auto-imagem que crianças e adolescentes possam ter de si próprios. Quando estas variáveis estão elevadas e positivas a própria vivência se torna mais prazerosa e propensa ao sucesso frente à existência”, afirma.

Cuidar bem destas questões, já na infância, é uma importante e séria responsabilidade dos pais com relação a seus pequenos, pois, desta atitude de alerta pode depender a felicidade, o bem-estar e a qualidade de vida de seus filhos.

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