Posted by: kohlerortofacial | May 21, 2010

Cuidado com o chiclete

Mascar chiclete é um hábito muito comum quando se está nervoso ou quando se quer passar o tempo. Porém na adolescência, essa inocente goma de mascar pode prejudicar a funcionalidade da região dentofacial.
Segundo o ortodontista e ortopedista facial Gerson Köhler, o problema está na repetitividade de movimentos com a boca gerado pelo ato, o qual é semelhante ao ruminar de certos animais. “E, convenhamos, a ruminação não é compatível e nem faz parte da fisiologia natural da boca, pois implica em uma sobrefunção da musculatura mastigatória. Pode provocar, inclusive, sensação de cansaço, fadiga ou desconforto nos músculos da mastigação”, diz.
Existem, no entanto, polêmicas sobre seu grau de nocividade sobre a região facial como um todo. O que se pode afirmar, no entanto, é que os chicletes que contenham açúcar são potencialmente nocivos – tambaém – ao aumento da placa bacteriana bucal, com todas as suas consequentes ações deletérias sobre gengivas e dentes.
Mas saindo da área puramente odontológica, os médicos gastroenterologistas informam que o consumo exagerado da goma de mascar pode estimular a presença de gases e estar ligado, inclusive, à geração eventual de gastrites, pois quando é mastigado, o corpo entende que deve dar início ao processo de digestão, aumentando a acidez do estômago, sem que receba, efetivamente, os alimentos para digerir. Esta seria a explicação para a presença de uma possível gastrite.
“Já para os pacientes adolescentes portadores de aparelhos ortodônticos, principalmente os chamados ‘aparelhos fixos’, o ato de mascar chiclete deve ser proibido, por poder alterar e/ou destruir os aparelhos e seus diversos componentes (bráquetes e fios metálicos principalmente)”, alerta Köhler o professor convidado da UFPR (Pós-Graduação), desde 1988.
O ortodontista e ortopedista facial complementa: “É preciso também tomar cuidado com alimentos como: balas, pipocas, nozes, amendoins e castanhas, pois eles podem provocar complicações nos aparelhos, gerando situações de necessidade de atendimentos emergenciais e  atrasando o tratamento”.


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